.: Créditos :.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Quanto Mais Vela Mais Acesa
Um dia quando eu não menstruar mais
vou ter saudade desse bicho sangrador mensal
que inda sou
que mata os homens de mistério
Vou ter saudade desse lindo aparente impropério
desse império de gerações absorvidas
Desse desperdício de vidas
que me escorre agora mês de maio.
Ensaio:
Nesse dia vou querer a vida
com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos respiração entre um fato e outro
menos intervalos entre um impulso e outro
menos lacunas entre a ação e sua causa
e se Deus não entender, rezarei:
Menos pausa, meu Deus
menos pausa.
domingo, 15 de outubro de 2006
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Colocamos cerca elétrica ao redor da casa. A sensação esperada era de segurança.
Sinto-me sufocada.
Estou envelhecendo e perdendo a crença no ser humano.
Lugar comum?
Fico lendo os comentários dos blogs alheios pra escolher qual é o mais medíocre; isto quando não é o próprio post. Ou blog.
Apaguei os últimos 5 posts. Definitivamente, eu não devo reler o que escrevo.
Ou não devo escrever quando estiver felizinha-da-vida!
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Também é preciso eternizar o comentário de Cafú logo após o jogo de ontem:
"Nós viemos pra cá sabendo que tinhamos uma meta a cumprir - subir sete DEGRAIS. Um acabamos de subir, agora faltam seis".
Pó mandar prender!
Dá licença que eu pre-ci-so eternizar este link:
http://www.4shared.com/dir/256170/90e11c10/sharing.html+
É a biblioteca virtual mais delícia de todos os tempos.
sábado, 10 de junho de 2006

segunda-feira, 5 de junho de 2006
Mais uma de amor:
"Mãinha, eu já sei fazer uma redação.
Na primeira parte, a gente fala sobre os personagens e a moradia deles.
No meio, a gente fala sobre o problema da história.
Na última parte, a gente dá um jeito de resolver esse probleminha e de ser feliz para sempre!
"
Como não ser coruja?
Dizem que passamos por uma espécie de inferno astral na proximidade do nosso aniversário...
Sinto informar que este ano me rebelei, o efeito aqui é contrário e Deus é pai que continue assim.
Amém!
Fim de dia e à minha espera, envelope na escrivaninha.
Carta vinda de Ribeirão Preto.
Remetente - moça que amo demais, e ela sabe disso...
Junto com uma carta linda e um cartão não menos, brincos feitos por ela!
Flores e borboletas / Carinho e renovação
Nada poderia ser melhor!
Seguinte:
As coisas parecem ter tomado um rumo bom por aqui.
- arranjei uma moça pra trabalhar em minha casa e ela é ótima, até o tempo prove o contrário,
- apareceram pelo menos quatro empregos pra mim, um atrás do outro, feito corda de caranguejo. Optei pelo que mais me desafiou profissionalmente e fiquei feliz com a coragem de ir pelo caminho mais difícil - o que não quer dizer menos prazeroso. Me senti mais adulta e é ótima essa sensação.
terça-feira, 23 de maio de 2006
Labutei o dia inteiro na casa, é trabalho de recomeços, cansaço de não ter fim.
Preciso me condicionar melhor fisicamente, no mínimo esforço tudo dói; principalmente quando o esforço não me dá prazer, é lógico! rs
Amigo fisioterapeuta quer que eu faça uma ginástica (se é que é ginástica, nem sei) chamada Pilates, em seu consultório. Tô pensando seriamente em fazer isso por mim mesma, pessoa sedentária que tenho sido.
Mas só de pensar me dá uma preguiiiça...
E só em pensar que amanhã tem mais trabalho doméstico me dá um desespeeeero...
ai, ai.
segunda-feira, 22 de maio de 2006
O caos!
Estar em casa full time, desempregada, sem grana-própria...mas com internet banda larga e um monte de livros e filmes bacanas pra ler/ver, dá pra passar sem chorar todo dia.
Maaas minha empregada (secretária-do-lar ou como queiram), acabou de me informar que a partir de amanhã não virá mais!
É a lama, é a lama :o(
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Hahahahahaha, olha este:
"Sem tomar conhecimento da interrupção, Floriano continua:
- Agora a nossa irmã. Às vezes me divirto a fazer uma autópsia surrealista da Bibi. E sabes o que encontro dentro daquele cérebro? Um pouco da areia de Copacabana, letras de samba. Umas fichas de roleta, uma garrafa de uísque Old Parr e um vidro de Chanel n.º 5"
Ai, xô parar, que assim acabo copiando o livro inteiro.
E tem também este grifo aqui:
" A sociologia do menino era cristalina:
Os ricos moravam nas ruas e praças principais
Os remediados nas ruas transversais
Os pobres no Barro Preto, na Sibéria e no Purgatório
Os negros conheciam seu lugar
As coisas tinham sido, eram e sempre seriam assim
Porque era essa a vontade de Deus.
Amém!"
Gosto de ler livros grifando as partes, na maioria das vezes frases soltas, as que acho mais magníficas, que me tocam de alguma maneira. Quando não são meus, como agora que tenho ido muito à biblioteca municipal, os leio com caneta e papel à mão.
Tenho os sete livros da coleção O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo e leio sempre em cada um deles, os 'cadernos de pauta simples' de Floriano Cambará, meu personagem favorito. Está repleto de grifos:
"Um dia o menino descobriu por acaso (teria sido mesmo acaso?) como a coisa se passava entre o homem e a mulher. (Um peão e uma chinoca dentro do bambual, na hora da sesta) Era como o amor das libélulas. Só que não voavam. Mas era também como os dos cachorros. E isso o assustou.
Por esse tempo ele elaborava a sua mitologia particular:
Pai era Sol. Mãe era Lua.
Pai era ouro. Mãe era prata.
Pai era fogo. Mãe era água.
Pai era vento. Mãe era terra.
Mas a descoberta terrível partiu em cacos o universo metafórico.
Odiou o pai, chorou a mãe..."
Peguei na biblioteca municipal um livrinho de poesias muito fofo, chamado Receitas de Olhar, de Roseana Murray.
Em cada página uma receitinha linda, como esta aqui:
Receita de abrir o coração
a chave é pequena
de ouro e coragem
o coração é labirinto viagem
muralha abismo trapézio
porta aberta para o outro
gaveta aberta para a vida
Tem certas cousas que eu nem sei dizer...
Olhem essa entrevista com Chico, que delícia!